Alexandria

HINO DE ALEXANDRIA



HISTÓRIA

Antiga Praça Maria Cavalcante - Centro
Segundo o documento Tombo de Demarcação, datado de 26 de setembro de 1759 e descoberto nos anos 1950 pelo historiador Antonio Fernandes Mousinho, a primeira denominação do município de Alexandria foi Barriguda, em referência a Serra Barriguda, onde se localizava a fazenda de mesmo nome, ponto de origem fundamental ao surgimento do município. Conforme o mesmo documento, o senhor José da Costa, sua principal testemunha, com a mão direita em cima da Bíblia, jurou falar a verdade ao afirmar que tinha 63 anos de idade e era morador da fazenda. Outra versão, não oficial, refere-se a uma árvore, chamada "Pé de Barriguda", que existia na nascente de um curso de água perene no pé da Serra Barriguda, em que viajantes paravam para descansar e usufruíam desta água.

Em 1913, a Câmara Municipal de Martins mudou o nome do povoado para "Alexandria" em homenagem à Alexandrina Barreto Ferreira Chaves, filha da terra e esposa de Joaquim Ferreira Chaves, ex-governador do Rio Grande do Norte e senador pelo mesmo estado. A lei estadual 572, de 3 de dezembro de 1923, elevou o povoado à categoria de vila. Em 7 de novembro de 1930, através do decreto estadual nº 10, sancionado por Irineu Joffily, o distrito passou à condição de novo município do Rio Grande do Norte, desmembrado de Martins e Pau dos Ferros, com a denominação João Pessoa, em referência a João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, líder político assassinado em Recife, por João Duarte Dantas, em 26 de julho daquele ano. A instalação do novo município ocorreu no dia 15 de novembro de 1930, com a posse de Noé Arnaud Muniz como primeiro prefeito. Seis anos mais tarde, em 24 de outubro de 1936, por força a lei estadual nº 19, o nome do município é alterado para Alexandria, como prevalece até os dias atuais, para que se pudesse evitar confusão com João Pessoa, capital da Paraíba.

Em 1953, Alexandria, que era formado apenas pelo distrito-sede, passou a ser formado por dois distritos: Alexandria e Tenente Ananias Gomes. Nove mais tarde, outros distritos foram sendo criados e anexados ao município de Alexandria: João Dias e Pilões. No ano seguinte, em 26 de março de 1963, o distrito de Tenente Ananias Gomes foi emancipado e se tornou município, cujo nome foi posteriormente alterado para Tenente Ananias. Em 2 de agosto de mesmo ano, foi emancipado e elevado à categoria de município o distrito de João Dias e, dezoito dias mais tarde, o distrito de Pilões. Até os dias atuais, o município de Alexandria é formado apenas pelo distrito sede.
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GEOGRAFIA

Alexandria está localizado no Alto Oeste do estado do Rio Grande do Norte, na Mesorregião do Oeste Potiguar e Microrregião de Pau dos Ferros. Ocupa uma área e 381,205 quilômetros quadrados, e está distante 380 km de Natal, capital estadual, e 1 864 km de Brasília, capital federal. Limita-se com Pilões e Antônio Martins a norte; Brejo dos Santos, Bom Sucesso e Santa Cruz, todos na Paraíba, a sul; João Dias a leste e Tenente Ananias e Marcelino Vieira a oeste. 

O relevo do município, com altitudes variando entre 200 e 400 metros, está inserido na Depressão Sertaneja-São Francisco, que abriga uma série de terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a
Lagoa de Lajes - Foto J. Gomes
Chapada do Apodi, e é também formado por várias serras: Baixas, Barriguda, Batalhão, Boa Vista, Boiada, Brejo, Cajueiro, Cafunga, Covas,
Croatá, Cumbe, Frade, Mata Pasto, Prensa e Santana, além do Serrote da Ilha. Alexandria está situado em área de abrangência de rochas metamórficas que formam o embasamento cristalino, provenientes do período Pré-Cambriano médio, com idade entre um bilhão e 2,5 bilhões de anos. Geomorfologicamente predominam formas de relevos tabulares, separados por vales de fundo plano. O município abriga ainda dois sítios arqueológicos (Fidalgo e Santana) e a Lagoa de Lajes, que abrange uma série de tanques com fósseis de mamíferos, hoje submersos. 

Rio Alexandria - Foto J. Gomes
Situado na bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró, o município é cortado pelo Rio Alexandria, além dos riachos da Mata e do Meio. Os principais reservatórios, com capacidade igual ou superior a cem mil metros cúbicos de água (m³), são Pulgas (3 300 000 m³), do Meio (1 610 880 m³) e Bananeira (12.000.000 m³).

A vegetação é formada pela caatinga hiperxerófila, sem folhas na estação seca, com plantas de pequeno porte e predominância de cactáceas, além da floresta caducifólia, cujas espécies possuem folhas pequenas e caducas. Entre as espécies mais encontradas estão o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).
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POLÍTICA

O poder executivo do município de Alexandria é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. O primeiro prefeito do município foi Noé Muniz Arnaud, em 1930, de 15 de novembro a 3 de dezembro daquele ano, e o atual, desde 6 de janeiro de 2016, assumiu o
Prefeitura de Alexandria - Foto J Gomes
mandato por força do impeachment do ex-prefeito Nei Rossatto, Raimundo Ferreira de Andrade do (PSD).

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores eleitos para cargos de quatro anos e está composta da seguinte formação: Francisco Marcos de Almeida, Leomar Ferreira de Sousa, Mauricy Abrantes Nobre, Manoel Abrantes Nobre Júnior, Francisco Diassis Euflauzino, Cícero Bernardino da Silva, Francisco Alan de Oliveira, Gil
Câmara de Vereadores - Foto: J Gomes
Fábio Taveira e Francisco Germano Júnior. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). 

Existem também alguns conselhos municipais atualmente em atividade: Alimentação Escolar, da Criança e do Adolescente, FUNDEB, Meio Ambiente e Saúde. Alexandria se rege por sua lei orgânica, promulgada em 1990, e abriga uma comarca do poder judiciário estadual, de segunda entrância, cujos termos são João Dias e Pilões. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Alexandria possuía, em dezembro de 2014, 10 102 eleitores, o que representa 0,417% dos eleitores do Rio Grande do Norte.
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SAUDE
Centro de Saúde - Foto J. Gomes
A rede de saúde de Alexandria dispunha, em 2009, de quatorze estabelecimentos (nove públicos e cinco privados), com um total de 88 leitos para internação, entre eles o Hospital Maternidade Guiomar Fernandes e o Hospital Maternidade Joaquina Queiroz, ambos privados e mantidos pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Alexandria (APAMI). 

Em 2010, a expectativa de vida ao nascer era de 71,71 anos, com índice de longevidade de 0,779, taxa de mortalidade infantil até um ano de idade de 21,8 por mil nascidos vivos e taxa de fecundidade de 2,3 filhos por mulher. Em abril do mesmo ano, a rede profissional de saúde era constituída por 138 médicos, cinquenta auxiliares de enfermagem, treze cirurgiões-dentistas, dez enfermeiros, oito farmacêuticos, quatro fonoaudiólogos e um fisioterapeuta, totalizando 224 profissionais. O município pertence à VI Unidade Regional de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (URSAP-RN), sediada em Pau dos Ferros.
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EDUCAÇÃO
Centro Educacional Avançado Dr.
Gentil Paiva de Oliveira
Foto: J. Gomes
O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,491, ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 69% (75,7% para as mulheres e 61,9% para os homens). No mesmo ano, Alexandria possuía 8,74 anos esperados de estudo, valor abaixo da média estadual (9,54 anos). A taxa de conclusão dos ensinos fundamental (15 a 17 anos) e médio (18 a 24 anos) era de 40,5% e 31,8%, respectivamente, e o percentual de alfabetização da população entre 15 e 24 anos era de 92%. Em 2014, a distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 27,6% para os anos iniciais e 46,9% nos anos finais, enquanto no ensino médio essa defasagem era de 46,4%.

No censo de 2010, da população total, 4 331 frequentavam creches ou escolas, sendo 4 009 na rede pública de ensino (92,57%) e 322 em redes particulares (7,43%); 2 185 cursavam o regular do ensino fundamental (50,44%), 579 o regular do ensino médio (13,36%), 435 o pré-escolar (10,05%), 314 cursos superiores de graduação (7,26%), 252 a alfabetização de jovens de adultos (5,82%), 235 estavam em creches(5,43%), 151 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental (3,49%), 48 a educação de jovens e adultos do ensino médio (1,11%), 33 na especialização de nível superior (0,77%) e três no mestrado(0,77%). Levando-se em conta o nível de instrução da população com idade superior a dez anos, 8 031 não possuíam instrução e fundamental incompleto (69,98%), 1 529 tinham ensino médio completo e superior incompleto (13,32%), 1 458 com fundamental completo e médio incompleto (12,7%) e 458 com superior completo (3,99%).

Em 2012 Alexandria possuía uma rede de dezesseis escolas de ensino fundamental (com 109 docentes), treze do pré-escolar (45 docentes) e uma de ensino médio (quatorze docentes). No ensino superior, Alexandria possui um núcleo acadêmico da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), criado pela lei estadual n° 8 241, de 10 de outubro de 2002, oferecendo cursos de ciências contábeis e pedagogia.
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CULTURA
Serra Barriguda - Foto: J. Gomes
A principal atração turística alexandriense é a Serra Barriguda. Essa serra tem esse nome por se assemelhar ao formato de uma mulher grávida e é formada por granito. O local possui 310 metros de altura e se situa a uma altitude de 602 metros acima do nível do mar. Em 2007, a Serra Barriguda foi eleita a primeira maravilha do estado do Rio Grande do Norte. Além desta serra, destacam-se ainda a Capela de Santa Filomena, o Sítio Arqueológico e a Pedra do Sino. 

O Carnaval Tradição é um dos principais eventos culturais do município
Praça da Folia - Carnaval Tradição
e um dos melhores carnavais do interior do Rio Grande do Norte, que consiste em alguns dias de folia, com animações de bandas musicais. A festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição, que acontece de 28 de novembro a 8 de dezembro, atrai milhares de fiéis de diversas localidades, contando também com uma programação sociocultural. Outros importantes eventos são as festas juninas; o Alefolia, carnaval fora de época realizado em julho; a Semana Universitária; a Semana da Cultura e a festa de emancipação política, em 7 de novembro. 

O artesanato é uma outra forma espontânea da expressão cultural alexandriense, sendo possível encontrar, em várias partes do município, uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local, destacando-se a produção de bolsas, bonecas de pano, cerâmicas, chapéus, utensílios domésticos, entre outros. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, como a Casa de Cultura Popular Dr. Antônio Fernando Mousinho, inaugurada em 2011 no prédio onde funcionava o antigo quartel, contando com espaços destinados à exposição de produtos artesanais.
Desde 2010 que Alexandria se tornou um pólo de cinema na região. Começou com a produção do filme “Inácio Garapa, Um Matuto Sonhador”, que ganhou fama e sucesso por todo o Brasil. Em 2014 foi produzida a trilogia da “saga do Matuto Sonhador” e em 2015 foi produzido o filme “Bullying” em parceria com a Escola Estadual 7 de Novembro. O produtor é o cineasta, filho da terra, José Gomes da Silva Filho, mais conhecido por J. Gomes.

Posteriormente também foram produzidos mais dois filmes pelo jovem cineasta Crjy Lee. Foram os filmes O Guardião da Serra I e II.

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